O mercado de trabalho mudou. Isso todo mundo já sabe. O que poucos profissionais se deram conta é de que a exigência de competências também se alterou. Hoje, aqueles conhecimentos aprendidos nos cursos de formação, chamados de “hard skills”, já não são primordiais nos processos de seleção.

Os recrutadores e gestores procuram pessoas que saibam muito mais do que a área técnica. É preciso ter uma série de competências socioemocionais, denominadas soft skills.

A pesquisa “The Future of Jobs Report”, publicada em 2018 pelo World Economic Forum apontou que as principais características exigidas dos profissionais do futuro serão: pensamento analítico e inovação, criatividade, design, liderança, resiliência, inteligência emocional, entre outras.

Pensando nisso, a Católica SC fez um estudo de suas matrizes curriculares para incluir, em todos os cursos, as soft skills, ensinando autoconhecimento, comunicação, empreendedorismo, criatividade e inovação e liderança.

O jovem precisa estar preparado para o mercado de trabalho, que hoje exige um misto de capacitação técnica e competências de trabalho em equipe e comunicação.

Assim como apontou o levantamento realizado pela Gartner em 2017, destacando trabalho em equipe, comunicação, rede de relacionamento, pensamento crítico, entendimento global e gerenciamento de projeto como características imprescindíveis para o profissional do futuro.

Como as mudanças são muito rápidas, o pensamento criativo é essencial aos novos profissionais. No ambiente acadêmico, também precisamos desenvolver esses novos olhares, que saiam da caixa e percebam as inúmeras possibilidades ao redor.

Isso já se reflete nos inúmeros prêmios e reconhecimentos que a Católica SC vem recebendo ao longo dos últimos meses, com destaque para o grupo de robótica e outros estudantes que, constantemente, participam de eventos desenvolvendo soluções inovadoras para o mercado.

A comunicação eficaz é outra dessas competências. Em tempos de internet, fica cada vez mais fácil se comunicar e ao mesmo tempo mais difícil. Sem uma mensagem clara e assertiva, a chance de se incorrer em erros é muito grande, podendo custar a reputação de uma empresa.

Durante os cursos, os estudantes aprendem meios de se comunicar claramente, prezando por uma mensagem com credibilidade e que permita diálogo com seus interlocutores.

A liderança, por sua vez, também está na lista de soft skills, seguida por ética no trabalho, uma vez que as relações cada vez mais fluidas fazem com que os limites se percam. É necessário estar atento e levar em conta todos os envolvidos no processo de forma ética e atenciosa.

Nossa função, portanto, enquanto academia, é ajudar a pensar o futuro da educação. Temos que formatar uma base sólida e dar a nossos estudantes todas as ferramentas de que precisem para ingressar no mercado de trabalho. Para isso, os cursos de graduação e pós-graduação precisam se abrir para tais alterações.

O corpo docente constantemente capacitado, a partir de metodologias ativas e plataformas que auxiliam em sala de aula, ajuda nesse processo. Os professores da Católica SC estão envolvidos nos projetos que visam o futuro da educação, sempre atentos aos movimentos da área.

Outra pesquisa, realizada pela Universidade de Columbia, aponta que apostar na inteligência emocional é investimento. De acordo com o levantamento, para cada dólar gasto em desenvolvimento de inteligência emocional há um retorno de 11 dólares para a sociedade.

A busca por atualização e pelo desenvolvimento das capacidades socioemocionais devem ser um desafio de todos os envolvidos no processo educacional.

Profissionais bem preparados técnica e psicologicamente têm mais chances de alcançar sucesso, divulgar uma cultura empreendedora e fazer a sociedade se desenvolver de forma mais homogênea e criativa.